The week ahead in Brazil #38

Short term

What is happening in Brazil?

1. Rodrigo Maia, the speaker of the Lower House up to 1 February 2021, assessed his term and drew political scenarios for his succession. Mr Maia said his mandate as speaker was productive, despite some quarrels with the government, and that his bloc is supporting a candidate to reduce the political polarisation and promote the economic and environmental agendas.

On Friday (1), president Jair Bolsonaro jumped from a boat to swim with bathers at a beach in the state of São Paulo. Mr Bolsonaro published the video on his Twitter account, where people were praising him and cursing on the governor of São Paulo, João Dória.

2. Folha has published a series of articles of former ministers of the economy. They assessed that the government should spend less (Guardia and Meirelles), that it must be inclusive, while reducing inequalities (Barbosa and Mantega), and highlighted the need to modernise the economy while keeping the fundamentals (Levy).

Estadão published on Sunday (3) nine economic scenarios from several economists. Addressing the fiscal problem, they say Brazil needs to approve the structural reforms, to improve the environmental policies and to find ways to reduce poverty.

3. A report listed Mr Bolsonaro’s mismanagement acts that undermined the response to Covid-19. Among other items, it cites that he diminished the virus’ impact, promoted agglomerations with his presence, and made declarations against medical science, including his “little flu” remark.

The government dismantled institutions in charge of the environment, an article says. The report indicates a budgetary decrease, changes in the National Council for the Environment (Conama), the increase of deforestation in the Amazon region and the appointment of personnel with no previous experience with environmental matters.

How to read it?

1. The political trend remains in neutral mode. Apart from a few harsh remarks from Mr Bolsonaro and his behaviour towards Covid-19, there was no political rift this week. There is no indication of a change in his approval ratings and his coalition is on standby mode for the next couple of weeks, when the political articulations for the succession on both Legislative houses should be intensified.

2. From a political economy perspective, the forecast is positive. As I have pointed in past reports, there was no extension of emergency aids or increasing in social programmes, and the spending ceiling was preserved. I agree with the economists from the Estadão special report: structural reforms are essential to promoting economic growth and inclusion. The uncertainty here is whether they will be approved in Congress and when. If nothing else, my opinion is that they are unlikely to have a speedy process.

3. The management aspect of the government continues to underperform. It consistently delivers less than its potential. It is composed of stable institutions, highly qualified personnel and, yet, it does not get the right policies to foster the public interest, most often due to poor leadership and their inability to promote meaningful change. The Ministries of Health and of Environment are examples of that situation, reducing the overall quality of the Bolsonaro administration.


Em português

Perspectiva da semana #38

O que está acontecendo?

1. Rodrigo Maia, o presidente da Câmara dos Deputados até 1º de fevereiro de 2021, avaliou seu mandato e analisou cenários políticos à sua sucessão. Maia afirmou que seu mandato na presidência foi produtivo, apesar de alguns conflitos com o governo, e que seu grupo político apoia um candidato que reduzirá a polarização política e promoverá as agendas econômica e ambiental.

Na sexta-feira (1), o presidente Jair Bolsonaro pulou de uma lancha para nadar com banhistas na Praia Grande, no litoral paulista. Bolsonaro publicou o vídeo no Twitter, onde é possível ouvir pessoas gritando “mito” e desqualificando o governador João Dória.

2. A Folha publicou uma série de artigos com ex-ministros da Fazenda. Eles fizeram diversas avalições, tais como sobre a importância de o governo gastar menos (Guardia and Meirelles), de promover a inclusão e reduzir desigualdades (Barbosa and Mantega), e sobre a necessidade de modernizar a economia e paralelo com a preservação dos avanços conquistados (Levy).

O Estadão publicou no domingo (3) artigos de economistas fazendo avaliações de cenários econômicos para 2021. Tratando do desafio fiscal, eles indicam que o Brasil precisa aprovar as reformas estruturais, melhorar as políticas públicas ambientais e buscar formas de reduzir a pobreza.

3. Um artigo listou o que Bolsonaro fez para minar o esforço de combate à Covid-19. Entre outras ações, que Bolsonaro minimizou o impacto da pandemia, promoveu aglomerações com seus passeios junto a populares, e que fez declarações contrárias à ciência e à medicina, como quando mencionou que a Covid-19 era só uma “gripezinha”.

O governo desmantelou instituições encarregadas de gerenciar questões ambientais. De acordo com a reportagem, houve cortes orçamentários, redução da representatividade no Conama, o Conselho Nacional do Meio Ambiente, aumento no desflorestamento da Amazônia e indicação de pessoal sem qualificação técnica para lidar com o meio ambiente.

Uma análise

1. O cenário político permanece neutro. Fora algumas declarações ríspidas e seu comportamento em relação à pandemia, Bolsonaro não criou nenhum conflito institucional esta semana. Não há indicativo que sua aprovação ou popularidade tenha alterado, e sua coalizão no Congresso ficará em standby por mais algumas semanas, até que a eleição das mesas fique mais próximas.

2. Pela economica política, a perspectiva é favorável. Como indiquei em relatórios anteriores, não houve prorrogação do auxílio emergencial nem aumento dos gastos com programas sociais já existentes e o teto de gastos foi preservado. Eu concordo com os economistas do Estadão: reformas estruturais são fundamentais para promover o crescimento econômico inclusivo. A pergunta é se o Congresso vai aprová-las ou não e quando isso poderá ocorrer. Eu penso que a aprovação delas, caso ocorra, não vai ser rápida.

3. A gestão pública continua com baixa efetividade. Ela vem, consistentemente, realizando bem menos do que seu potencial. A administração pública é formada por instituições estáveis, conta com pessoal extremamente bem qualificado, mas, ainda assim, não consegue promover políticas públicas capazes de avanços significativos para o interesse público. Eu avalio que, em muitos casos, isso decorre de uma liderança inadequada e da baixa capacidade de promover mudanças. Os Ministérios da Saúde e com do Meio Ambiente são um exemplo dessa situação e reduzem a qualidade do governo como um todo.

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